sábado, 17 de novembro de 2007

Texto de Arnaldo Jabour...Gostei muito

Estamos com fome de amor

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas.
Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível.
E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber
que vão "apenas" dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.
Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!" Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos,plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.
Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí?
Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais
(estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele ? Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é 'out", que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".
Antes idiota que infeliz!
Arnaldo Jabour


sexta-feira, 16 de novembro de 2007

16 de novembro de 2007...31 aninhos


Final do dia...não poderia deixar de postar sobre meu niver. Ontem ao deitar nunca imaginei que o dia 16 de Novembro de 2007(feriadão), fosse ser do jeito que foi...muito corrido!!! Pensei que ia ser um dia tranquilo com um almoço preparado pelo meu love, e minhas amigas de convidadas especiais. Mas ao raiar do dia começou a correria....rsrs Não consegui sentar o meu bumbum na cadeira sossegada em nenhum momento. Foram surpresas muito boas, e até coisas que eu nem esperava aconteceram, e outras que eu tinha planejado, acabei por desistir de tão cansada. Como por exemplo o Show do Kleber Lucas que eu ia agora à noite! Já tinha combinado com minhas amigas de encontrá-las lá, mas...depois de postar vou simplesmente deitar com meu nêgo na minha cama(que por sinal está muito atrativa), assistir um bom filme e dormir...he he
Hoje estou completando 31 primaveras...plenamente feliz!

Obrigado meu Deus!!!


quinta-feira, 8 de novembro de 2007

A alma feminina tem força.
Enfrentamos as dores de maneira diferente da dos homens. É como se, por mais que doa, passássemos por cima daquilo que nos machuca. Nos deixamos calejar. Engolimos seco. Com toda nossa delicadeza, de leve, sentamos e choramos por aquilo que nos faz sofrer. Mas há algo que nos faz levantar, de maneira mais delicada ainda, e nos faz continuar.
(Sofia Amorim - Ribeirão Preto)


segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Amor Antigo

Autor: Carlos Drummond de Andrade

O amor antigo vive de si mesmo
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor ...


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