segunda-feira, 24 de maio de 2010

Amor não se troca...




"E, nesse mundo, ninguém precisa trocar amor por coisa alguma
porque ele brota sozinho entre os dedos da mão
e se alimenta do respirar,
do contemplar o céu,
do fechar os olhos na ventania
e abrir os braços antes da chuva..."

(Rita Apoena)


>>Um carinho em todos que passam por aqui.


domingo, 16 de maio de 2010

Eu daria a minha vida pra você voltar...

Um pouco de nostalgia pra vocês...Até porque, os meus ouvidos também merecem... :)
Com tanta porcaria tocando hoje em dia, demo-nos uma pausa para uma boa música.

beijos




Eu Daria a Minha Vida
(Roberto Carlos)

Composição: Martinha

Eu daria a minha vida
Para te esquecer
Eu daria a minha vida
Pra não mais te ver
Eu daria a minha vida
Para te esquecer
Eu daria a minha vida
Pra não mais te ver

Já não tenho nada
A não ser você comigo
Sei que é preciso esquecer
Mas não consigo

Eu daria a minha vida
Para te esquecer
Eu daria a minha vida
Pra não mais te ver

Digo a todo mundo
Nunca mais verei
Aqueles olhos tristes
Que eu tanto amei

Mas existe em mim
Um coração apaixonado
Que diz
Só pra mim

Que eu daria a minha vida
Pra você voltar
Que eu daria a minha vida
Pra você ficar

Mas existe em mim
Um coração apaixonado
Que diz
Só pra mim

Que eu daria a minha vida
Pra você ficar
Que eu daria a minha vida
Pra você voltar


quarta-feira, 12 de maio de 2010

DO TEMPO DA VERGONHA - Martha Medeiros

A gente costuma dar referências do "nosso tempo", como se o nosso tempo não fosse hoje. Sou do tempo do tênis Conga, da Família Dó-Ré-Mi, da Farrah Fawcett, do Minuano Limão, e essa listagem alonga a estrada atrás de nós, faz parecer que a gente é de outro século. E somos.


Eu sou do tempo de tanta coisa, inclusive do tempo em que as pessoas sentiam vergonha. Você já deve ter reparado que vergonha caiu em desuso, a nova geração não deve nem saber do que se trata. Mas a tia aqui vai explicar.


Vergonha é o que você sente quando coloca em risco sua dignidade. Por exemplo, quando pegam você mentindo. Ou quando flagram você fazendo uma coisa que havia jurado não fazer. Às vezes a vergonha vem de atos corriqueiros, como um tropeção no meio de uma passarela ou uma gafe cometida num jantar. Isso não tem nada de grave, porém, se fez você sentir vergonha, sinal de que você planejava acertar, o que é sempre bom.


Vergonha de ser apresentada a alguém? De falar em público? Também é bobagem, ninguém espera de nós perfeição. Isso é apenas timidez. Será que quem nasceu depois dos anos 80 sabe o que é timidez? Bom, timidez é um certo recato, é quando uma pessoa não faz questão nenhuma de aparecer. Não ria, isso existe.


Mas voltando ao que nos trouxe aqui. Vergonha é o que você deveria sentir quando faz algo errado. É o que deveria sentir quando se desresponsabiliza pelo que está desmoronando à sua volta. Vergonha é quando você se habilita para uma tarefa importante e descobre que não tem competência para executá-la. Vergonha é o que se sente quando interferimos na vida dos outros de forma desastrosa. Vergonha é o que deveria nos impedir de praticar hábitos aparentemente
inocentes, como chegar atrasado no teatro quando a peça já começou, e nos impedir de coisas bastante mais sérias, como roubar.


E há a vergonha sem culpa, a vergonha pelo que representamos coletivamente. Eu, ao menos, senti muita vergonha quando uma turista estrangeira, depois de ficar dois dias confinada num aeroporto brasileiro, sem conseguir embarcar, perguntou a um repórter o que significava o lema "ordem e progresso" na nossa bandeira.


Muitos políticos (pra citar uma classe trabalhadora aleatória) não possuem vergonha. Possuem contas no exterior, assessores de marketing, mas vergonha, nenhuma.
Posam para fotografias ao lado daqueles cuja mãe já xingaram e aceitam apoio de adversários que já lhes puxaram o tapete. Quando se trata de fazer alianças, a política, de um modo geral, revela-se um bordel, e perdão se estou ofendendo as profissionais do ramo. É bem verdade que restam dois ou três que possuem a decência de dizer: prefiro não me eleger a jogar no lixo meus princípios. Mas para se posicionar assim, é preciso ser do tempo da bala azedinha vendida em lata, do tempo do "Boa noite, John Boy", do tempo dos Novos Baianos, do tempo em que Páscoa significava ressurreição e do tempo em que existia vergonha, coisa que quase ninguém mais sente, poucos lembram o que é e ninguém se esforça para reavivar.

Do Livro Doidas & Santas

>>Recebi por email do meu amigo Fumazza.

>>beijos


terça-feira, 4 de maio de 2010

A liga



Acabei de assistir a estréia do programa "A Liga", na Band. Confesso que estou chocada. O primeiro programa foi sobre os moradores de rua. Não tenho nem o que escrever, muito triste ver crianças sem ter onde dormir, sofrendo todo tipo de violência, famintas, esquecidas.




imagem: pesquisa google


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