segunda-feira, 30 de março de 2015

Cortejo Fúnebre

Ano de 1982, a música do Dalto "Muito Estranho" disparado nas paradas de sucesso.
Eu lembro de estar na frente do comércio da D. Cacilda mãe da minha madrinha. No mesmo lugar logo atrás era a residência onde estávamos hospedados, na rua principal de Paulo Ramos - MA.
Bem próximo, logo abaixo na ladeira da mesma rua se encontrava o único cemitério da cidade.
De repente passam algumas moças sorridentes segurando um caixão de um bebê. Cochichavam e davam gargalhadas. No meu coração inocente de criança fiquei sem entender a cena do cotidiano daquela pequena cidade. 
Porque não choram as moças?
O que há de engraçado na morte? 
Pobre criança que jazia naquele caixão, sem nenhuma alma pra chorar pela sua breve passagem aqui na terra.
Eu tinha 6 anos.
Lembrar de Paulo Ramos sem a música do Dalto, ou da música de Dalto sem Paulo Ramos... Impossível.
Uma lembrança vem com a outra.
(Deuzijane)




sexta-feira, 27 de março de 2015

A morte explicada por uma criança com câncer terminal


Como médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional, posso afirmar que cresci e modifiquei-me com os dramas vivenciados pelos meus pacientes. Não conhecemos nossa verdadeira dimensão até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além.

Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional... Comecei a frequentar a enfermaria infantil e apaixonei-me pela oncopediatria.

Vivenciei os dramas dos meus pacientes, crianças vítimas inocentes do câncer. Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento das crianças.

Até o dia em que um anjo passou por mim! Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada por dois longos anos de tratamentos diversos, manipulações, injeções e todos os desconfortos trazidos pelos programas químicos e radioterapias. Mas nunca vi o pequeno anjo fraquejar. Vi-a chorar muitas vezes; também vi medo em seus olhinhos; porém, isso é humano!

Um dia, cheguei ao hospital cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. A resposta que recebi, ainda hoje, não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.

— Tio, disse-me ela — às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores... Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade. Mas, eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!

Indaguei: — E o que morte representa para você, minha querida?

- Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e, no outro dia, acordamos em nossa própria cama, não é? (Lembrei das minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, com elas, eu procedia exatamente assim.) É isso mesmo.

- Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!

Fiquei "entupigaitado", não sabia o que dizer. Chocado com a maturidade com que o sofrimento acelerou, a visão e a espiritualidade daquela criança.

- E minha mãe vai ficar com saudades - emendou ela.

Emocionado, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei:

- E o que saudade significa para você, minha querida?

- Saudade é o amor que fica!

Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um a dar uma definição melhor, mais direta e simples para a palavra saudade: é o amor que fica!

Meu anjinho já se foi, há longos anos. Mas, deixou-me uma grande lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores. Quando a noite chega, se o céu está limpo e vejo uma estrela, chamo pelo "meu anjo", que brilha e resplandece no céu.

Imagino ser ela uma fulgurante estrela em sua nova e eterna casa.

Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições que me ensinaste, pela ajuda que me deste. Que bom que existe saudade! Oamor que ficou é eterno.

(Dr. Rogério Brandão, oncologista)
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"Saudade é o amor que fica." :( 


A gente morre um pouco quando o amor acaba


Todo mundo já passou por isso. A gente dorme dois, acorda um. Compartilha a vida com alguém e de um dia para o outro resta apenas o nada. É como uma morte súbita. A dor de perder um amor é dor de morte. Dói o corpo, o coração fica espremido, a cabeça não funciona. A pessoa vai embora e leva seu sono, sua fome, sua alegria. Como se a vida repentinamente perdesse o sabor e o sentido.

A gente mergulha numa profunda confusão sem entender até mesmo quem é, quando olha para os lados e se percebe só. Fica difícil andar pelos mesmos lugares, entrar em casa e ver tudo vazio de amor. Fica tudo tão estéril do 'nós'. Tudo tão amortecido e silencioso porque não somos mais nós dois.

Eu me senti assim todas as vezes que um amor se foi. Não é somente saudade da pessoa. A gente sente falta até do que nem imagina. Senti saudade de todos os livros que um deles levou embora e que eu nem tive tempo de ler. Eles estavam lá o tempo todo e eu achava que teria o tempo todo para ler. É muito injusto não saber quanto dura um amor. É golpe baixo que ele fique moribundo quando ainda respira dentro de nós. Vai o amor e vão-se os livros não lidos.

Também já senti falta dos quadros. Sei que eles gostavam tanto dessas paredes e fiquei com pena deles talvez meio desconfortáveis em paredes desconhecidas, em paredes que talvez nem estivessem felizes de abraçá-los como as minhas paredes.

Desisti de um programa de TV porque até o apresentador me despertava melancolia. E a única vez que sintonizei o canal depois que a razão do meu afeto foi embora, ele travou, tropeçou nas palavras, a imagem ia e voltava, até que desapareceu. Percebi que ele não estava entendendo a ausência da minha agora ex-metade. Dei um tempo para ele se conformar que de agora em diante seríamos só eu e ele, se ele assim quisesse.

E coitada de uma cafeteira que compramos numa viagem –eu e um desses amores que ficaram pelo tempo. Mal sabia dos planos que a gente tinha para ela. Eu imaginava ele fumando um cigarro, encostado na janela, segurando a xícara, sentindo o sol batendo no corpo, enquanto eu passeava descalça pela casa, com a toalha na cabeça, comendo meu iogurte de frutas vermelhas. Ela ficou linda na cozinha, com aquelas cápsulas coloridas. Mas no fim ela me despertou mais ódio do que qualquer outra coisa. E um dia eu simplesmente me livrei dela –depois que já tinha me livrado do amor.

A história pode ser nova, mas o fim de um amor é quase sempre um filme velho. A gente fica no meio da sala parado sem saber aonde ir ou o que fazer e quase pode sentir os móveis nos olhando com pena. A mão no queixo, a perna cruzada triste e aquele olhar que não vê, do mesmo jeitinho que Vinícius descreve naquele poema que eu repeti tantas vezes quando éramos felizes.

A cama incomoda, ela fica grande de repente, lembra sempre da nossa profunda solidão instantânea. Os lençóis, os travesseiros, o edredom, tudo parece impregnado de cheiro e de lembrança, mesmo que a gente troque a roupa de cama duas vezes por semana. Acho que são eles na madrugada perguntando onde está o fulano. Quem dorme? É assim durante as primeiras semanas, mas aos poucos a tristeza vai dando lugar ao conformismo e as noites passam a ser menos longas e menos sádicas.

Outra vez mudei todos os meus caminhos, abandonei restaurantes, troquei até de faxineira. Gostava das ruas arborizadas, da luz bonita que refletia na praça pela manhã. Não quero que nada me lembre o que acabou de acabar, muito menos uma coalhada seca. De azeda já bastava a vida naquele momento.

É sempre um luto. Sentimentos ruins nos invadem e depois passa. A gente se derrama de amor porque acredita que é muito amor. Às vezes é mesmo. Mas isso também passa. O duro é atravessar esse deserto de sentimento, ouvindo o silêncio das paredes.

Ouço essas músicas cafonas que me afundam cada dia um pouco mais, cultivo o luto, como se o fim de um amor merecesse uma homenagem póstuma. Mas é só tristeza mesmo, só dor de cotovelo, só uma profunda incapacidade de aceitar que alguém não me quer. A gente morre um pouco quando o amor acaba. Vai até o fundo do poço. O sofrimento de amor é clichê. Tem dor, tem drama. Dói o coração, mas dói mais o orgulho ferido do desamor.

E se do chão ninguém passa, de orgulho ferido ninguém morre.

(Mariliz Pereira Jorge)


quarta-feira, 25 de março de 2015

Caramba!! Olha eu chorando de novo!!!

A história do casal que deu o seu primeiro beijo no altar - Amanda + Leo – “O beijo tão esperado…”


terça-feira, 24 de março de 2015

Sou normal!! Sempre soube! :D : )



sábado, 21 de março de 2015

Homens mais velhos x Mulheres mais jovens


Sou um cético e não acredito muito no Complexo de Electra; Não embarco nessa de paixão por um sujeito mais velho. Acredito num acordo bem feito, numa parceria respeitada, cumprida. Eu te dou isso, você aquilo. É uma troca válida como qualquer outra. Pois muitos homens são bobos e, ou são voyeurs como eu, ou não sabem envelhecer. Mesmo cheios de idade ou virtudes, caem embevecidos à menor aproximação da juventude. A gente olha quadros belos e verdadeiros e quer lá no íntimo possuí-los, pois neles vemos beleza, perfeição, graça, espírito, sensualidade, ritmo, colorido.

Ou então os desejamos por serem paródias do ideal.
Ou porque apenas lembramos vagamente do que poderiam ser.
(Milton Ribeiro)


Ou simplesmente por quererem recuperar a juventude ou um amor perdido nela.
(Deuzijane)



segunda-feira, 9 de março de 2015

Existo...



domingo, 8 de março de 2015

45 Lições do Envelhecimento

Aos 90 anos, Regina Brett escreveu as grandes lições do seu envelhecimento:

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, dê somente, o próximo passo, pequeno.
3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.
4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.
5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.
6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.
7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.
9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.
11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.
12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é
a jornada deles.
14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.
16. Respire fundo. Isso acalma a mente.
17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.
18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.
19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.
20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.
21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use lingerie chique. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.
23. Seja excêntrica agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você..
26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras 'Em cinco anos, isto importará?'
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todo mundo.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo..
31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.
32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.
33. Acredite em milagres.
34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.
35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.
36. Envelhecer ganha da alternativa -- morrer jovem.
37. Suas crianças têm apenas uma infância.
38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.
39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos
os lugares.
40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.
41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor ainda está por vir.
43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.
44. Produza!
45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.


18

Quando você me toucou pela primeira vez, me despertou e isso não teve volta.
Desabrochei.
Me abri
Me tornei finalmente uma mulher...

Vontade de dividir minha vida com você...
(Deuzijane)



terça-feira, 3 de março de 2015

Black Sabbath - Changes (1972)



Sempre amei essa música.
A primeira vez que ouvi eu ainda era menina, acho que uns 11 ou 12 anos, não me recordo exatamente.
A emoção foi imediata

Depois de casada meu marido me aconselhou a não ouvi-la já que ela é de uma banda satanista.
Apesar de falar a ele que apenas se tratava de uma música de amor.
Cheguei a exclui-la do meu álbum de músicas, mas como depois de refletir vi que não existe mal algum, voltei a tê-la na minha lista de músicas preferidas.

Ela só fala da dor de um amor perdido e de como somos obrigados a mudar depois disso.
Não voltamos a ser os mesmos.

A música como um todo é tão forte que em cada nota percebe-se a dor.
E eu sempre viajo nela...
(Deuzijane)


segunda-feira, 2 de março de 2015

Annie Lennox - Why


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