quarta-feira, 25 de maio de 2016

"Te amo". "Parabéns". "Saudade." "Bom dia." "Volta logo". "Belo texto." "Gosto muito de você." "Obrigada." "Boa noite." "Dorme bem"


Amigos, vamos parar!!!! Vamos parar porque hoje perdemos nosso Pedro Ivo! Novo, querido, recém-casado, pai em poucos meses... vamos parar, por favor, porque amanhã pode ser o Pedro Ivo de vocês. Vamos parar de nos estressar por arranharmos nosso carro, de brigar com o vizinho por música alta, de ficar com raiva por esquecermos algo em casa. De um minuto pro outro, Pedro Ivo se foi. Vamos parar de discutir relacionamentos por besteira, de julgar os outros pela cor da pele, classe social, peso corporal ou gosto sexual. Vamos parar de sofrer por vaidade. De acreditar que crachá conta, que salário define, que cargo manda. Vamos parar de acreditar que a vida acontece da catraca do trabalho pra dentro. A vida é lá fora - é onde tudo acontece, é onde a gente luta por ela de verdade..... e onde a perdemos também. É pra lá da catraca que estão nossos filhos, pais, irmãos e sobrinhos, e eles muitas vezes não podem nos esperar. Vamos parar de nos agredir e machucar. Parar de matar. Vamos parar, gente!!!! Parar de gastar tanta energia com a perda de um emprego, uma nota baixa ou um amor não correspondido. O tempo tem que ser gasto com o que requer tempo... porque o tempo não volta. O Pedrinho não volta. Paremos, simplesmente, de PER-DER-TEM-PO com "falsos golpes" da vida. Pancada mesmo é o que não dá pra consertar. O Pedro foi uma pancada da vida, e virou uma lição também - pra gente aprender, de uma vez por todas, que quem a gente vê todo dia, não vai estar aqui todos os dias. Vamos valorizar. Pedro estava ontem, e hoje não estava mais. Um dos corações mais puros daquela redação foi embora sem nem avisar, mas eles normalmente não avisam mesmo; a gente é que tem que estar sempre avisando a eles, e só assim estaremos plenos e de consciência tranquila no dia em que eles forem embora sem dar tchau. Distribuam, sempre, pequenos avisos: "Te amo". "Parabéns". "Saudade." "Bom dia."
"Volta logo". "Belo texto." "Gosto muito de você." "Obrigada."
"Boa noite." "Dorme bem". Meu aviso de hoje vai pra ele, claro: "Descanse em paz".
(Fernanda Gentil)


sexta-feira, 20 de maio de 2016

Frutas da minha infância e adolescência em São Luiz, MA. Saudades...

Buriti
 Tamarindo
 Jambo Rosa
 Pitomba
 Sapoti


quarta-feira, 18 de maio de 2016

Estar perto...



A cenoura do impeachment

O texto abaixo é grande, mas peço que leiam até o final, pois é de extrema importância.

A cenoura do impeachment

Há um erro grotesco circulando por aí que precisa ser corrigido, pelo bem dos contemporâneos e dos pósteros. É um erro sobre cenouras. Qual é a causa das cenouras? As cenouras aparecem para nós como um produto no supermercado, mas serão os supermercados a causa das cenouras? Não. Para produzir cenouras, é necessário primeiro selecionar solos drenados, com boa capacidade de absorção de nutrientes e p.H. entre 6.0 e 6.5. Depois é preciso selecionar boas sementes e, uma semana antes de plantá-las, preparar e fertilizar o solo. A seguir é necessário plantar as sementes, hidratá-las diariamente com cuidado para que não haja água em excesso nem com pressão demais, cobrir sempre com terra as cenouras germinantes para que não azedem, podá-las constantemente e, depois de cerca de três meses, colhê-las. Por último é preciso transportá-las para uma ceasa, de onde serão levadas para um supermercado, local onde finalmente adquirem existência física para nós. Mas teriam os supermercados criado as cenouras?

Há pessoas que estão convencidas de que sim. São aquelas que veem um pedaço de gelo no mar e acreditam tratar-se antes de uma pedrinha flutuante que da pontinha de um iceberg de dez metros; aquela para as quais a Revolução Russa poderia ter existido sem que antes tivesse existido Karl Marx ou a Revolução Francesa poderia ter existido sem que, antes, tivesse existido Jean-Jacques Rousseau. São pessoas, enfim, que enxergam a parte mais exterior de um fenômeno e acreditam tratar-se de todo o fenômeno. São as pessoas que acreditam que a principal, ou até a única, causa do impeachment de Dilma Rousseff foi a atividade do Movimento Brasil Livre, as manifestações ou, santo Deus!, o deputado Eduardo Cunha.

Considere: quando Kim Kataguiri começou a convocar pessoas para manifestações anti-PT, essa convocação, pelas graças do carisma e do talento retórico de Kim, produziu na população o sentimento antipetista? Deu ciência aos brasileiros dos planos totalitários e revolucionários do PT? Ensinou ao povo que o PT era corrupto? Instruiu o cidadão ignaro quanto às ligações entre os petistas e as ditaduras de Cuba e da Venezuela?

A atividade do MBL foi a face mais exterior e visível de uma cadeia causal que tem pelo menos 20 anos. Foi o transporte da cenoura ao supermercado. É uma ação importante, sem dúvida, imprescindível para a conclusão do processo, mas está muito longe de ser a principal, muito menos a única, causa da cenoura.

A causa do impeachment de Dilma Rousseff remonta ao ano de 1994. Sim, 1994. Foi quando foi publicado no Brasil o livro "A nova era e a revolução cultural", o primeiro a denunciar os planos totalitários do PT, seus métodos corruptos e a revolução gramsciana em curso. Nessa época, Diogo Mainardi era um romancista, Mário Sabino era um repórter desconhecido, Reinaldo Azevedo escrevia ensaios sobre Graciliano Ramos e Kim Kataguiri, bem... Kim Kataguiri não havia nascido. No livro se lê, por exemplo, o seguinte:

"Pela sucessão de acontecimentos desde a campanha do impeachment [de Collor], o PT mostrou sua vocação, para mim surpreendente, de partido manipulador e golpista, capaz de conduzir o país às vias fraudulentas da "revolução passiva" gramsciana, usando para isso dos meios mais covardes e ilícitos - a espionagem política, a chantagem psicológica, a prostituição da cultura, o boicote a medidas saneadoras, a agitação histérica que apela aos sentimentos mais baixos da população -, e de adornar esse pacote de sujidades com um discurso moralista que recende a sacristia. O partido que, para sabotar um candidato, promove no lançamento da nova moeda algo como uma 'greve preventiva' sob a espantosa alegação de uma possibilidade teórica de danos salariais futuros, sabendo que essa greve resultará em aumento do preço dos combustíveis e em retomada do ciclo inflacionário, dando facticiamente confirmação retroativa aos danos anunciados, é que, francamente, decidiu imitar o capeta: produz o mal para no ventre dele gerar o ódio, e no ventre do ódio o discurso de acusação."

Em 1995 e 1996 seriam publicados, respectivamente, "O jardim das aflições" e "O imbecil coletivo", mais duas monstruosas cacetadas no PT em particular e na esquerda em geral. Desde então, Olavo de Carvalho expõe essas ideias, de maneira muito mais aprofundada, em cursos particulares para milhares de alunos, que depois as expõem a outros. Ainda em 1996, ele explicou o que o PT viria a se tornar em uma entrevista a Pedro Bial (está disponível no YouTube). Tudo isso, naturalmente, foi considerado delirante, paranoico e conspiracionista, como de costume. Apenas "O imbecil coletivo", o menos substancial dos três livros, fez barulho, mas não exerceu influência maior, tanto que Lula foi eleito em 2002.

Ora, quem tem um pouquinho de conhecimento histórico sabe como as ideias filosóficas chegam a exercer influência na cultura. Quando aparecem, elas são conhecidas por dez, que as ensinam a 100, que as ensinam a 1000 e assim por diante, sempre na moita, sempre longe dos olhos do público em geral. Quando elas chegam a ter alguma influência em escala cultural, estão tão diluídas que muitas vezes ninguém sabe de onde vieram.

Por volta de 2007, Reinaldo Azevedo publicou um artigo na revista "Veja" sobre a revolução gramsciana que levara o PT ao poder. De onde você acha que veio aquilo? Você acha que um jornalista sem maior formação filosófica foi capaz de formulá-lo? Anos depois, Merval Pereira publicou em "O Globo" uma coluna sobre o Foro de Sao Paulo. De onde você acha que veio aquilo? Acha que Merval foi lá olhar os documentos do Foro? Essas coisas foram acontecendo e se espalhando, lentamente, até chegar a um ponto em que muitas pessoas expunham as ideias do maluco, do paranoico, do conspiracionista sem ter a menor ideia de onde elas haviam vindo.

Quando surgiu o Orkut e depois o Facebook, começou o Curso Online de Filosofia (2009) e foi publicado "O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota" (2013), o homem se tornou um fenômeno de massas, mas as ideais dele, sem ninguém saber de onde elas vinham, já estavam em circulação há algum tempo. Além de seu conteúdo, elas exerciam influência, pela atividade do próprio Olavo de Carvalho e de centenas de seus alunos, ao criar aos poucos na opinião público o espaço, até então exíguo, para a crítica ao PT. Sem a criação desse espaço, pessoas que hoje ridicularizam o homem jamais teriam aberto a boca.

Houve também, sem dúvida, muitos desenvolvimentos paralelos menores, como a crítica não ideológica ao PT de jornalistas como Diogo Mainardi, a própria revelação dos fatos: mensalão, conexão PT-Farc etc., além da atividade de movimentos e personalidades liberais. Nada disso, no entanto, se equiparava em unidade e amplitude às ideias do filósofo.

Entre o meio de 2014 e o de 2015, a sucessão de eventos se avolumou: houve a coleção de iniquidades da campanha eleitoral, o ultraje da Copa do Mundo e o avanço da Operação Lava Jato, revelando o grau de perfídia do PT e enfurecendo o povo. Surgiu O Antagonista, denunciando os crimes do partido implacavelmente de minuto a minuto, pressionando políticos e imprensa, ridicularizando e dessecralizando o poder; avolumou-se a crise, os escândalos tornaram-se diários, foram reveladas as pedaladas fiscais e, enfim, Eduardo Cunha foi para a oposição. Só por essa época é que começaram as manifestações e apareceu o Movimento Brasil Livre, cuja atividade seria impensável sem tudo o que veio antes. Os movimentos foram a cereja do bolo, a maisena que se acrescenta ao molho já pronto para dar consistência.

Quando explodiu o ódio ao PT catalisado pela crise econômica, pela deterioração do ambiente político, pelos escândalos de corrupção diários e pelo clima de guerra instaurado pela atividade tanto de site como O Antagonista quanto de movimentos como, sim, o MBL, o discurso antipetista estava pronto. Sem esse discurso, nenhuma unidade de propósitos e ação seria possível; aconteceria antes um ódio difuso. E a fonte principal e última desse discurso é, sim, a atividade jornalística e filosófica de Olavo de Carvalho.

Não é, pois, nenhum absurdo o filósofo dizer, como disse recentemente, para a gargalhada das hordas obtusas, que criou toda esta confusão que está acontecendo no Brasil. Certamente não criou sozinho, mas não é possível duvidar que foi um dos principais criadores. Você pode rir e crê-lo um louco delirante, por que não? Riram até de Sócrates, afinal, antes de o matar. Mas fazê-lo é apenas ignorar onde estão as raízes da sua própria ação, é apenas tomar sua própria ignorância como padrão do mundo, é apenas, enfim, crer que os supermercados são a causa das cenouras.
(Eduardo Levy)


Link post original no Facebook: https://www.facebook.com/eduardo.levy.5872/posts/486337548236983


domingo, 15 de maio de 2016

Lobo - I'd Love You To Want Me

Música para esse domingo...


Melancolia


As vezes a melancolia me pega de jeito... coisa de mulher sensível a flor da pele.
Minha imaginação é muito fértil. Tanto para coisas alegres como para coisas tristes.
Imagina alguém se preocupar e imaginar o seu próprio velório? Pois é, essa sou eu!
Uma vez conheci uma mulher que era bem parecida comigo, aqui pelos blogs da vida.
E ela me disse:

- Nós só temos que ter muito cuidado para essa nossa tristeza não virar depressão. Pessoas como nós que somos sensíveis a tudo, temos tendência a tristeza.

Resumindo: Não podemos deixar a tristeza tomar conta.

Graças a Deus tenho muitos motivos para sorrir. Sou abençoada.
Talvez por isso ao longo da vida e tantos problemas nunca me entreguei para o sombrio.
Fui mãe cedo e sempre vi isso como providência Divina.
Hoje compreendo que meus filhos sempre foram minha âncora para o mundo real.
A missão de ser mãe, sempre me manteve lúcida.

Hoje mais intima de Deus, entendo que tudo na minha vida teve e ainda têm propósito.
Deus sempre cuidou de mim, até nas sutilezas...
Simplesmente para que eu não pirar o cabeção. : )

Mas a linha eu sei, foi sempre tênue.
Alegria e tristeza.
Por isso para os de perto:

Cuidem sempre de mim.
As vezes eu me canso de apenas cuidar, também quero ser cuidada. : )
(Deuzijane)



Silicone nos seios



Alguns me perguntam se quero
Outros perguntam se já coloquei...(Oi??)
Outros poucos querem me forçar... (Você é alta tem que pôr!!)

Não quero que meus seios cheguem primeiro que o resto do meu corpo
Não quero eles pulando pra fora da roupa
Quero continuar a usar decotes sem parecer uma prostituta e nem muito menos uma "panicat" (que pra mim são a mesma coisa).
Não quero chamar atenção dos homens para meu decote.
O único homem que quero que veja meus segredos é o meu marido.

Não são elegantes
Estragam o caimento de qualquer roupa
São vulgares!

Deus foi muito bom e generoso comigo, pois me deu o corpo que combina com minha personalidade
Não me imagino com uma bunda enorme (teria que fazer lipo)
Não me imagino com seios grandes (teria que fazer redução).

Se algum dia decidir fazer alguma intervenção cirúrgica do meu corpo, ninguém vai perceber de tão discreto que vai ser.

(Deuzijane)


terça-feira, 10 de maio de 2016

Caráter



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