sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Queen - Bohemian Rhapsody

Ando com saudades do Freddie, ele se foi quando eu tinha 15 anos. Essa é minha música preferida dele. Tem outras que eu amo, mas essa me dá aquele negócio que eu vivo falando por aqui: 
Nostalgia... ❤😊

Quando o solo do piano começa...

"Mama, just killed a man
Put a gun against his head, 
pulled my trigger, now he's dead

Mama, life had just begun
But now I've gone and thrown it all away

Mama, ooh, didn't mean to make you cry
If I'm not back again this time tomorrow
Carry on, carry on as if nothing really matters..."


Eu acho LINDO demais!!



★★★★★| OPINIÃO SOBRE A LETRA |★★★★★

Por  Eduardo Pereira.

- Essa música conta uma história.

O eu lírico mata um homem (isso é óbvio), um crime passional, eu acredito ("Você a acha que pode me apedrejar, cuspir nos meus olhos, me amar e me deixar morrer? Você não pode fazer isso comigo...). Isso é raiva, ódio. E não por acaso na parte hard da música. Então ele foge (Só tenho que dar o fora daqui). Ele percebe a merda que fez (Isso é vida real? Isso é só fantasia? A vida acabou de começar, mas joguei tudo fora) e sabe que pelo que fez terá que pagar (Terei que deixar todos vocês para trás e encarar a verdade, não há escapatória da realidade). A parte da ópera para mim é como um julgamento: Deus/Diabo (Bismillah, "em nome de Deus", em árabe), metáforas para a condenação e absolvição: "Vocês me deixarão ir? Deixem ele ir! Não! Não Não!". Mas não teve jeito: "Nunca me deixarão ir, tem um diabo reservado pra mim!". Ou seja: castigo. Aí ele se despede "Nada realmente importa pra mim e de qualquer maneira o vento sopra..." e é executado.

O crime. A fuga. O remorso. O julgamento. A condenação. A execução. É essa a história. 

Só que os fatos não estão em ordem cronológica, estão misturados no decorrer da narrativa. E esse vai-e-vem narrativo é uma das características principais dum gênero textual grego de 3000 anos atrás: a rapsódia (o título não é à toa!).

Nos anos 70, o Freddie tinha uma namorada, que não aceitou quando ele disse que também gostava de boys. E ele passou o resto da vida remoendo isso (literalmente). E isso aconteceu em 1974/75, a época do ANATO. Acho que a letra é uma metáfora romantizada do caos que ele sentiu: por que eu contei pra ela? por que ela não me aceita? E a dor de ser rejeitado (ele é um pobre menino e nada realmente importa...)

O tiro na cabeça do homem, na letra da música, eu acredito que seja aquela sensação de "Que merda, eu estraguei tudo". O Freddie era extremamente afetado. Ele morreu e não superou isso. 

E quando ele morreu, em 1991, ele deixou toda a grana e os direitos autorais pra ela... 

Para mim, essa música é sobre a Mary Austin... o amor da vida dele (love of my life, can't you see 🎶).

(Eduardo Pereira) 

Link: https://www.youtube.com/watch?v=FZhtyIm2oOs


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